Grafismo Indígena

Cumplicidade NA
Destruição IV:

COMO MINERADORAS E INVESTIDORES INTERNACIONAIS CONTRIBUEM PARA A VIOLAÇÃO DOS DIREITOS INDÍGENAS E AMEAÇAM O FUTURO DA AMAZÔNIA

Mulheres Pataxó marcham em direção ao Supremo Tribunal Federal para acompanhar a votação do Marco Temporal (agosto de 2021).
Foto: Cícero Bezerra
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Foto: Adriano Machado / Greenpeace
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Nota dos Autores

Foto: Pedrosa Neto | Amazônia Real

IMPACTOS DA MINERAÇÃO



A mineração industrial é uma atividade que provoca altíssimos danos socioambientais, que se estendem muito além dos territórios onde as empresas atuam e podem durar décadas mesmo após o fim da sua exploração. Esses efeitos negativos são particularmente sentidos pelos povos indígenas, e se intensificaram nos últimos anos no Brasil. Além do seu poder destrutivo, a mineração não entrega o desenvolvimento socioeconômico que promete. Veja alguns dos impactos que destacamos neste relatório.

Sumário executivo
Foto: Daniel Beltrá / Greenpeace
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AS MINERADORAS

E SEUS INTERESSES EM TERRAS INDÍGENAS

Apesar dos anúncios de grandes mineradoras de que iriam abandonar seus interesses em Terras Indígenas brasileiras, milhares de requerimentos minerários com interferências em TIs seguem ativos na base de dados da Agência Nacional de Mineração.

As mineradoras destacadas neste relatório, além de um histórico de conflitos, violações e devastação, possuíam 225 requerimentos ativos para pesquisar minérios sobrepostos a 34 Terras Indígenas em 5 de novembro de 2021 - uma área que corresponde a 5,7 mil km² (mais de três vezes a cidade de Londres).

As TIs mais afetadas por esses pedidos são Xikrin do Cateté e Waimiri Atroari, ambas com 34 requerimentos cada. Sawré Muybu (com 21) e Apyterewa (com 13) completam a lista das terras mais atingidas por esses pedidos. A etnia mais impactada por estes pedidos de mineração é a Kayapó, com 73 requerimentos. Na sequência estão os Waimiri Atroari (34), Munduruku (25), Mura (14), Parakanã (13), entre outras. Pelo menos cinco requerimentos estão em áreas onde vivem indígenas em isolamento voluntário, da etnia Apiaká.

Conheça mais sobre a atuação de algumas dessas empresas e o seu impacto em territórios indígenas e de populações tradicionais nos estudos de caso deste relatório.

PAINEL
AMAZÔNIA MINADA



Top 6 Investidores
Foto: Daniel Beltrá / Greenpeace

QUEM FINANCIA ESSA DESTRUIÇÃO?


ESTRATÉGIAS DE RESISTÊNCIA


Os povos indígenas resistem às ameaças impostas pela mineração industrial e pelo garimpo há séculos. Apesar da mais recente investida do governo Bolsonaro para abrir seus territórios à exploração de minérios - amparada por políticos e empresários locais, empresas multinacionais, parte do mercado financeiro e até por embaixadores estrangeiros, a sua estratégia de forjar apoio popular a essa agenda se esfacela diante das mobilizações dos povos indígenas.

Além da Apib, as principais organizações indígenas do país como a Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), além de associações representativas de várias etnias - como as dos povos Munduruku, Yanomami, Pataxó, entre outras - se manifestaram muitas vezes de forma contundente contra a mineração e o garimpo. Além das mobilizações de caráter nacional, povos indígenas de todo o Brasil e da América Latina têm encontrado diversas maneiras para resistir à mineração nos seus territórios e para aprofundar alternativas a esse modelo predatório de desenvolvimento. Alternativas que colocam a sustentabilidade da vida, e não o lucro, como objetivo principal.

O Cumplicidade na Destruição IV traz exemplos de estratégias territoriais de resistência como a autodemarcação da TI Sawré Muybu, realizado pelo povo Munduruku; estratégias socioeconômicas, como a gestão sustentável dos Territórios Kayapó-Panará; e uma experiência internacional, com a resistência do povo Shuar Arutam à mineração no Equador.

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Foto: Oliver Kornblihtt / Mídia NINJA COPCollab26

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